quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Chegou o curso virtual Bíblia e Hermenêuticas Juvenis

O Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) promove o I Curso de Formação Bíblica para Jovens na Modalidade de Educação à Distância Virtual"Bíblia e Hermenêuticas Juvenis".
Com o objetivo de promover a leitura popular da Bíblia com os/as jovens na modalidade de Educação à Distância Virtual, bem como oferecer elementos para que os/as jovens atualizem essa leitura desde sua própria perspectiva, o curso é direcionado, preferencialmente, a jovens entre 15 e 29 anos que se interessem em refletir sua realidade à luz da Palavra de Deus.
O projeto iniciará em março de 2012 e se estenderá até dezembro do mesmo ano. Tendo como metodologia a modalidade de educação à distância, o curso está organizado em cinco módulos que deverão ser apresentados aos cursistas que formarão pequenas turmas acompanhadas por facilitadores.
Será realizado um estudo sobre os Evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João, através da leitura popular da Bíblia, tendo como porta de entrada, ou chave de leitura temáticas que fazem parte das realidades juvenis hoje:
  • Evangelho de Marcos - Saúde e Violência
  • Evangelho de Mateus - Conflito de Gerações e Raciais
  • Evangelho de Lucas - Solidariedade e Meio Ambiente
  • Evangelho de João - Intolerância e Fundamentalismos Religiosos

Período de inscrições: de 1º a 30 de janeiro de 2012 
Mais informaçõescebi@cebivirtual.com.br  - As vagas são limitadas.
Custos e forma de pagamento:
  • Boleto [desconto 6,6%] [1x R$ 150,00] - R$ 150,00
  • À vista no cartão [1xR$ 160,00] - R$ 160,00
  • Parcelado no boleto [com juros] (5x R$ 33,00) - R$165,00
  • Parcelado no Cartão [3x 57,00] - R$171,00

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

CEBI-RS: Núcleo da Questão discute juventude e protagonismo feminino

Aconteceu no dia 17 de novembro a segunda edição do Núcleo da Questão, ciclo de debates articulado pelo Núcleo de Assessoria Juvenil Betânia que busca discutir as principais questões da vida da juventude. Os participantes tiveram a oportunidade de abordar com mais profundidade o tema “Juventude e protagonismo feminino”, tema escolhido para permear as ações do Dia Nacional da Juventude neste ano em todo o País.
Entre os debatedores, esteve presente Clarananda Barreira, assessora da Secretaria Estadual de Política para as Mulheres e membro do Foro Cone Sul de Mulheres Jovens, Patrícia Balestrin, Psicóloga e membro do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero – UFRGS e Edmilson Schinelo, Secretário Nacional do Centro de Estudos Bíblicos – CEBI.
Discutir protagonismo feminino das mulheres jovens é hoje um desafio na sociedade, sendo necessário, para isso, desconstruir a lógica heteronormativa. De acordo com a assessora da Secretaria de Política para as Mulheres, Clarananda Barreira, a realidade da desigualdade de condições de emprego entre homens e mulheres é um fator agravante em nossa sociedade. “Segundo pesquisas recentes, a mulher possui, em média, mais tempo de vida escolar do que os homens. Ainda assim, o mercado de trabalho trata as mulheres de forma desfavorável”, diz Clarananda. Dentre as ações da secretaria, a assessora destacou o fortalecimento de políticas que favoreçam a autonomia econômica das mulheres como forma de romper com o ciclo de violência existente.
Patrícia Balestrin destacou alguns textos, escritos por jovens entre 14 e 16 anos, produzidos ao longo de um trabalho de assistência social realizado na periferia da capital. A análise do material apresentou os sonhos e expectativas das mulheres jovens com relação ao seu futuro. O secretário do Centro de Estudos Bíblicos, Edmilson Schinelo, abordou a necessidade de superar a herança da culpa religiosa que afeta a vida das mulheres. “Os textos bíblicos são fruto de uma sociedade patriarcal. É necessário descolonizar as leituras bíblicas e desconstruir mitos”, diz Edmilson.
O Núcleo da Questão encerra suas atividades neste ano, retornando em 2012 com novos encontros.

domingo, 18 de setembro de 2011

Especialização “JUVENTUDE NO MUNDO CONTEMPORÂNEO”

APRESENTAÇÃO
A Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude oferece a pós-graduação: Juventude no Mundo Contemporâneo, sob a coordenação da Casa da Juventude Pe. Burnier - CAJU.

Esta especialização surge das demandas e dos desafios que emergem na prática cotidiana com os/as jovens, nas atividades educativas formais e não formais. Atuar com os/as jovens exige competência conceitual e metodológica que assegure conhecimento sobre as dimensões sociais, culturais, econômicas e políticas da condição juvenil. A Pós-Juventude considera a cultura juvenil e o jovem como protagonista social, buscando novos referenciais para a garantia de direitos e a construção de “um outro mundo possível”.

OBJETIVOS
Aprofundar o conhecimento teórico, prático e científico sobre a juventude contemporânea.
Possibilitar debates e reflexões das práticas metodológicas e das políticas públicas, capacitando profissionais para a promoção de estratégias de atuação junto aos/às jovens.
Desenvolver estudos e pesquisas sobre Juventude, tendo em vista a produção científica acerca da temática juvenil.
LOCAL
Goiânia – Goiás / Brasil

DESTINATÁRIOS
Profissionais vinculados às áreas de educação, serviço social, psicologia, sociologia, direito, agentes de pastoral, gestores de políticas públicas, escolas e projetos sociais, Conselheiros/as Tutelares e de Direito, e outras áreas afins ao campo juvenil.

INVESTIMENTO
R$ 4.260,00 - 12 parcelas de R$ 355,00

DURAÇÃO
Módulo I – 09 a 27 de janeiro de 2012
Módulo II - 02 a 26 de julho de 2012
Módulo III - 07 a 25 de janeiro de 2013
FREQUÊNCIA E CARGA HORÁRIA
Aulas em período integral: 2ª a 6ª feira, das 08:00h às 12h e das 14h às 18h. E aos sábados, das 08:00h às 12h. De acordo com a Resolução nº 01/2001 do Conselho Nacional de Educação, a frequência mínima é de 75% (setenta e cinco por cento). Nota mínima 7,0 (sete).
Carga horária: 410 horas

DISCIPLINAS
Juventude Comunicação e Linguagem 30h
Contemporaneidade e Juventude 20h
O/a Educador/a de Adolescentes e Jovens 20h
Gênero e Etnia 28h
História dos Jovens na América Latina 30h
Instituições e Formação de Jovens 28h
Juventude e Religião 20h
Metodologia de Pesquisa em Juventude 28h
Metodologia do Trabalho com a Juventude 28h
Políticas Públicas de Juventude 28h
Psicologia da Adolescência e Juventude 28h
Saúde do Adolescente e da Juventude 30h
Socialização de monografia, artigo 16h
Sociologia da Juventude 28h
Seminário 12 anos da Pós-Juventude 24h
Monografia/Artigo 24h
Visitas de Campo

CORPO DOCENTE
Alexandre Piero (Especialista em Juventude)
Carmem Lúcia Teixeira (Mestra em Ciências da Religião)
Flávio Munhoz Sofiati (Doutor em Ciências Sociais)
Hilário Henrique Dick (Doutor em Letras)
Janira Sodré Miranda (Doutora em História)
Liciana Caneschi (Doutoranda em Psicologia)
Janaina Firmino (Especialista em Juventude)
Fabiane Asquidamini (Especialista em Juventude)
Renato Souza Almeida (Mestre em Ciências Sociais)
Rezende Bruno de Avelar (Doutorando em Sociologia)
Vanildes Gonçalves dos Santos (Mestra em Ciências Sociais)
Walderes Lima Brito (Doutorando em Sociologia)
Solange dos Santos Rodrigues (Mestra em Sociologia)
Gardene Leão de Castro Mendes (Mestra em Educação)
Wolney Fernandes de Oliveira (Mestre em Cultura Visual)
Convidados/as

VAGAS
O curso oferece 40 vagas

REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO
- Duas fotos 3x4
- Preenchimento da ficha de inscrição
- Cópia autenticada do diploma de graduação ou declaração de conclusão do curso
- Cópia autenticada da carteira de identidade e CPF
- Cópia de Comprovante de endereço
- Cópia do Curriculum Lattes
- Pré-projeto: tema, objeto, justificativa, objetivo geral, objetivos especifico, referencial teórico e bibliográfico, metodologia, cronograma. Fonte: Times New Roman, tamanho 12, espaço 1,5, mínimo de 06 páginas e máximo 10.
- Ficha de inscrição (www.casadajuventude.org.br), link da pós-juventude

INSCRIÇÕES
Até 15 de outubro de 2011
Taxa de inscrição: R$ 40,00
Inscreva-se aqui
CONTA BANCÁRIA
Banco do Brasil - Favorecido: AJEAS – Especialização Juventude - Agencia: 3311-1 Conta Corrente: 526792-7 Enviar cópia do comprovante de pagamento da inscrição para a Secretaria.

SELEÇÃO
Período: 16 e 19/10/2011 Resultado: 20/10/2011

Secretaria de Pós-Juventude
11ª. Avenida, 953, Setor Universitário. CEP- 74605-060 - Goiânia - Goiás - Brasil
Fone: (62) 4009-0339 / Fax: (62) 4009-0315
E-mail: posjuventude@casadajuventude.org.br
Site: www.casadajuventude.org.br

COORDENAÇÃO
Casa da Juventude Pe. Burnier – CAJU – Goiânia - GO
27 anos de experiência na Formação, Assessoria e Pesquisa sobre Juventude

COORDENADOR DO CURSO:
Ms. Lourival Rodrigues da Silva

SECRETÁRIA:
Erika Pereira dos Santos

PROMOÇÃO
REDE BRASILEIRA DE CENTROS E INSTITUTOS DE JUVENTUDE
Apoio e serviço às organizações de juventude através da formação, assessoria e pesquisa.

Material de Divulgação

Documentos da Pós em Juventude:

Documentos para alunos/as da Pós-Graduação em Juventude

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Curso formará jovens como multiplicadoras dos direitos das mulheres

"É natural que os meninos beijem as meninas à força”. "Menino que usa rosa é gay”. "Os homens não levam jeito com crianças”. "Balé e futebol são adequados para meninas e meninos”. É comum ouvir tais afirmações no cotidiano, mas não é tão comum que se reflita sobre elas. Concordar ou discordar, eis a questão. Para pensar sobre os direitos das mulheres na sociedade, a Casa da Mulher Trabalhadora (Camtra) realiza o III Curso ‘Trocando Ideias: Mulheres Jovens na Defesa de Seus Direitos!’. As inscrições seguem até 16 de setembro.
A formação, a ser realizada de 30 setembro a 2 de outubro na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Brasil, irá trabalhar com uma metodologia desenvolvida a partir das ações do Núcleo de Mulheres Jovens do Camtra, que existe desde 2001. A experiência do Núcleo levou à publicação da cartilha Trocando Ideias, que traz dinâmicas e métodos para se trabalhar temas relacionados às questões de gênero, a exemplo das afirmações provocadoras citadas acima. São essas ferramentas, reunidas na publicação, que vão orientar o trabalho no Curso.
"Nós percebemos que o conhecimento que recebíamos na organização não era compartilhado por outras mulheres, tanto nos bairros, como em outras organizações”, explica Iara Amora, coordenadora do Núcleo de Mulheres Jovens. O Curso surgiu, portanto, com a proposta de multiplicar esse conhecimento. "Percebemos também a importância de investir na liderança de mulheres jovens”, acrescenta.
As oficinas vão reunir mulheres organizadas, que muitas vezes "não tem espaço para discutir a especificidade das mulheres jovens”, conforme avalia Iara, e reunirá também mulheres não-organizadas, "tanto de bairro, como de escolas”. A proposta é que, após a formação, essas mulheres desenvolvam ações locais, de acordo com a realidade de cada uma. "A ideia é que elas sejam jovens multiplicadoras”, reforça a coordenadora. Ao final, será formulado um calendário de ação conjunta.
Este ano, algumas das atividades realizadas no Curso foram planejadas por participantes do Trocando Ideias do ano passado, reforçando o vínculo delas com o Núcleo e com a luta das mulheres. "Realizamos um curso de formação, mas tem o objetivo também de aproximar as participantes da militância”, afirma Iara Amora. Ela relata que muitas das mulheres se envolveram não só com a Camtra, mas também com outros movimentos sociais, como o movimento de mulheres e de juventude.
O Curso ‘Trocando Ideias’ tem como eixo central a questão do feminismo e a organização das mulheres jovens. A partir desse tema, outros assuntos específicos serão abordados, como a violência contra a mulher, racismo, diversidade sexual, homofobia, sexualidade, gravidez não-planejada, DST’s/Aids e métodos contraceptivos.
Inscrições
Podem participar do Curso mulheres com idade entre 15 e 29 anos, que morem no estado do Rio de Janeiro. As participantes com idade menor de 18 anos devem apresentar autorização escrita do seu responsável. As inscrições podem ser feitas pela internet ou por telefone até o dia 16 de setembro.
Serão selecionadas 30 mulheres para participar do Curso, as quais terão alimentação e hospedagem custeadas pelo projeto. A seleção utilizará o critério de proporcionalidade entre as diversidades de mulheres, considerando grupo, localidade, etnia, orientação sexual, dentre outros. O resultado será divulgado no dia 21 de setembro, no site da organização.
Inscrições por telefone: (21) 2544-0808 ou pela internet http://tinyurl.com/cursomulheresjovens
Para mais informações: www.camtra.org.br

Fonte: Camila Maciel (Adital)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Livro escrito por Juventudes é lançado em encontro nacional


Foi oficialmente lançado na noite de ontem, 16 de agosto, durante o encontro nacional de FE-Brasil o livro "O espírito sopra onde quer...". O livro reúne a contribuição de jovens de espiritualidade metodista, luterana, anglicana, batista ou cristã de maneira geral, ligados à REJU. Relendo textos polêmicos e profundos, como a conversa de Jesus com Nicodemos, as histórias de Rute, da mulher siro-fenícia e de Agar e o debate entre a Samaritana e Jesus, o livro mostra a possibilidade da convivência ecumênica. O material é importante subsídio na Campanha contra a intolerância religiosa.
Thaiana Assis, jovem metodista e uma das autoras do livro, falou de seu aprendizado no processo de elaboração do texto. Thaiana escreveu sobre o diálogo entre a Samaritana e Jesus: "o estudo do texto bíblico e a elaboração do texto foi um processo coletivo, do qual todas as pessoas que estavam ao meu redor foram envolvidas. Foi diálogo de verdade."
Edmilson Schinelo, representante do CEBI, lembrou que a produção do livro foi uma dupla contribuição ao Centro de Estudos Bíblicos: "O CEBI tem dois limites em sua atuação em diversas partes do país: nem sempre consegue uma atuação efetivamente ecumênica e tem pouco material feito pela juventude. O livro é um contributo nos dois sentidos".


O livro pode ser adquirido tanto junto ao CEBI (vendas@cebi.org.br), quanto junto à REJU.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Culto à Deusa Asherá na Bíblia: a jovem Ana Luisa Cordeiro fala de seu livro

"Algumas funções femininas são quase sempre canalizadas como atributos de um Deus caracteristicamente masculino. Acredito pessoalmente que a experiência com a Deusa possibilita falar do universo sagrado a partir do universo feminino sem necessitar da intermediação masculina. Isso ajudará a reforçar o caminho da igualdade. As relações de gênero precisam estar alicerçadas na parceria e no respeito."


Negra na tez e na opção, rosto jovem, sorriso sempre aberto. Ana Luisa Cordeiro (foto), acaba de lançar o fruto de sua pesquisa: Onde estão as deusas? Asherá, a Deusa proibida, nas linhas e entrelinhas. Aos 27 anos, Ana Luisa é Mestra em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC-GO. Atualmente, reside em Campo Grande/MS.


Leia a entrevista que concedeu ao CEBI:

CEBI - De onde vem o seu interesse pela pesquisa bíblica? Não é algo tão comum no meio da juventude.

Ana Luisa Cordeiro - Desde minha adolescência, sempre gostei de ler livros de história, sociologia, etc. Minha mãe é professora e tinha uma biblioteca acessível dentro de casa. Quando tive contato com o jeito de ler a Bíblia que o CEBI propõe, me encontrei e me encantei com este jeito pé no chão de falar e viver a religião.

CEBI - Por que a sua escolha em pesquisar sobre divindades femininas na Bíblia?

Ana Luisa Cordeiro - Bom, participei em 2003, no Rio Grande do Sul, de uma semana de estudo bíblico intitulada "A Bíblia na ótica do pobre e da mulher". O assessor, Ildo Bohn Gass, passou um documentário da Discovery: Asherah, The Forbidden Goddess (Asherah, a deusa proibida), que falava de Asherah, uma divindade feminina que aparecia em mais de quarenta citações bíblicas. E mais, que era uma divindade feminina nativa, ela não havia sido trazida de fora, da cultura de outros povos. Naquele dia, não consegui nem dormir direito, imaginando e pensando: por que essa história não é contada?

CEBI - Das descobertas que fez na pesquisa, qual sua maior surpresa?

Ana Luisa Cordeiro - Que a cultura é uma construção social e, como todo ato social tende a contar os fatos a partir do grupo que o faz e o registra, não existe neutralidade ao se contar uma história. E não foi diferente em relação à presença das divindades femininas.

CEBI - O que significa para você, enquanto jovem e negra, descobrir que na história de Israel, o culto a divindades femininas foi maior do que normalmente se imagina?


Ana Luisa Cordeiro - A questão é que muitos e muitas de nós vivemos e viveremos sem sequer imaginar, questionar ou supor tal realidade. Porque não só a história escrita, mas também a transmissão dessa história no decorrer dos anos abafaram a presença e memória das deusas no antigo Israel. Colocar parte dessa memória por escrito neste livro que agora vocês têm em mãos, expressa o desejo de levar as pessoas a descobrirem parte de uma história que foi negativizada e abafada. Aqui travo uma luta, uma reivindicação feminista e de gênero no campo simbólico da religião.

CEBI - Pela sua experiência em assessoria junto a comunidades cristãs, como tem sido a reação das pessoas quando você trata dessa temática?

Ana Luisa Cordeiro - Interessante. Até agora não houve nenhuma oposição radical de enfrentamento face a face. Mas nas vias online sim, principalmente de vertentes religiosas mais fundamentalistas. Geralmente os grupos de estudos bíblicos com os quais tenho contato se mostram interessados, instigados a buscar mais, a ampliar os horizontes, e isso é muito legal.

CEBI - O que significa essa experiência com a Deusa para a auto-estima da mulher?

Ana Luisa Cordeiro - Bom, nessa questão tão subjetiva posso dizer que para mim a experiência com a Deusa revela essa dimensão feminina das relações com o sagrado. É a oportunidade de falar de mulher para Mulher. Desde criança somos educadas e educados a rezar/orar para o Pai, Deus, Senhor, Rei, Poderoso, etc... e não para a Mãe, Deusa, Senhora, Rainha, Poderosa, etc. também... Algumas funções femininas são quase sempre canalizadas como atributos de um Deus caracteristicamente masculino. Acredito pessoalmente que a experiência com a Deusa possibilita falar do universo sagrado a partir do universo feminino sem necessitar da intermediação masculina. Isso ajudará a reforçar o caminho da igualdade. As relações de gênero precisam estar alicerçadas na parceria e no respeito.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Casa da Juventude realiza Conferência Livre de Juventude


No processo de realização da Conferência Nacional da Juventude, acontece na Casa da Juventude Padre Burnier, no dia 14 de Agosto, das 8h às 11h, uma Conferencia Livre de Juventude, que será realizada durante as Oficinas de Juventude e Cidadania e Juventude e Economia Solidária, que acontecem na CAJU, neste fim de semana.

As Conferências Livres são instrumentos de participação que ampliam a construção de espaços de discussão e debate onde os diversos setores da sociedade brasileira podem contribuir para o fortalecimento da Política Nacional de Juventude. Elas são uma ferramenta diversificada que possibilita a ampliação da participação política trazendo para a discussão pessoas que não participam dos espaços formais de debate.

Mobilize seu grupo para participar desse espaço de proposição para a 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude. Os interessados em participar devem mandar um e-mail, confirmando a participação: cidadania@casadajuventude.org.br .

João Paulo Pucinelli

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CMI prepara formação em eco-justiça para jovens cristãos


O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) está preparando um encontro para jovens de comunidades cristãs que tenham entre 18 e 30 anos de idade. O objetivo desse evento é a apresentação das candidaturas para um programa de treinamento, organizado conjuntamente pelo CMI e a Federação Luterana Mundial (FLM).
O programa abordará as relações entre a justiça socioeconômica e ambiental no contexto das negociações das Nações Unidas sobre mudança climática que terá lugar no final de 2011. A data limite para envio dos formulários é 15 de agosto de 2011.
Mais informações podem ser obtidas na página: www.oikoumene.org/es/activities/la-reda/ewn-news-and-events-containers/english-news-container/single-news/article/8500/formacion-en-eco-justici.html

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Núcleo Betânia realiza a primeira edição do Anunciação

A bruma leve das paixões que vem de dentro soprou neste final de semana, trazendo ares de novidade para a primeira edição do Projeto Anunciação. Jovens das Pastorais da Juventude participaram da 1ª etapa do projeto que é realizado pelo Núcleo de Assessoria Juvenil Betânia. A etapa aconteceu na Casa da Pastoral Operária em Cachoeirinha.
Inspirados pela mística de Nazaré, lugar de vida e amadurecimento de Jesus, os jovens fizeram o caminho de descoberta da realidade juvenil, compreendendo seus desafios e alegrias. A experiência de encontro com o outro provocou em todos o desejo de aprofundar a vivência da fé e a inserção na realidade. Em Betânia, encontramos espaço para partilhar da amizade e recarregar as forças para viver a missão junto à juventude.
O Anunciação acontece em quatro etapas, propondo aos jovens um processo de formação que aprofunde a capacitação técnica. Entre as etapas, os participantes seguem se encontrando através de ferramentas de redes sociais, tendo subsídios para estudo e reflexão, assim como partilhando os desafios da caminhada.
Foram parceiros neste projeto, o Centro de Estudos Bíblicos – CEBI, o Serviço de Evangelização da CNBB, o Novo Lar Salesiano de Viamão e a Rede de Comunidades São José de Gravataí. A próxima etapa acontece nos dias 19, 20 e 21 de agosto.
Confira o blog http://www.nucleobetania.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de junho de 2011

CEBI lança dois livros para as juventudes

O CEBI oferece a partir desta semana dois novos livros para as juventudes.
O primeiro deles é um belo trabalho elaborado pela Rede Ecumênica da Juventude - REJU. Jovens de espiritualidade metodista, luterana, anglicana, batista ou cristã de maneira geral elaboraram uma excelente contribuição para a Campanha contra a intolerância religiosa: "O Espírito sopra onde quer..." - estudos bíblicos para uma convivência ecumênica. São seis roteiros, tendo como pano de fundo textos polêmicos e profundos: a conversa de Jesus com Nicodemos, as histórias de Rute, da Mulher siro-fenícia e de Agar, o debate entre a Samaritana e Jesus. Culturas diferentes mostrando a possibilidade da convivência ecumênica.
A publicação, que conta com o apoio da CESE, está disponível pelo preço de R$ 5,75 + correio.



Leitura Bíblica: a juventude mostra o caminho O segundo livro intitula-se Leitura Bíblica: A juventude mostra o caminho e reúne seis artigos sobre bíblia e juventudes. Enquanto um artigo aborda o método de leitura bíblica que vem sendo feito pelas juventudes, os demais são exercícios de leitura de textos bíblicos na perspectiva juvenil. O episódio da ressurreição da filha de Jairo (Mc 5,21-24.35-43) e a trajetória de Jó, da tragédia à redenção são alguns dos textos abordados. O livro está disponível ao preço de R$ 7,65 + correio.
Pedidos: vendas@cebi.org.br

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Amor lança fora todo o medo - 9 e 10 de junho - São Paulo

Neste ano, a REJU tem como principal incidência pública: a Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa. Uma mobilização que procura desenvolver espaços de reflexão, parcerias e ações para uma vivência ecumênica, no horizonte mais amplo da promoção dos direitos. Com esta ação, nos engajamos, também, contra toda forma de intolerância, como a homofobia.
Por isto, a REJU-SP apóia a Parada LGBT de São Paulo e, a partir do tema: “O amor lança fora todo o medo...”, convida você e sua organização para participarem do painel “Religião e Homoafetividade” (09 de junho) e do Ato inter-religioso (10 de junho). Divulguem, participem!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Biblia e Juventude: CEBI Sub-região Oeste do Paraná

Nos dias 14 e 15 de maio de 2011 foi realizado em Foz do Iguaçu - Paraná, numa parceria do CEBI e da PJ da diocese, um curso Bíblico com o tema: “Canção, Bíblia e Juventude”, tendo como facilitadores dois companheiros do CEBI de Santa Catarina: Fernanda e Dito.
O curso contou com a participação de aproximadamente 65 jovens de 5 cidades da região. Segundo os participantes, o tema ajudou a analisar o verdadeiro sentido das músicas, a ver que por trás das músicas, principalmente da MPB, há um grito por liberdade e igualdade semelhantes aos gritos dos povos da Bíblia; as músicas nunca mais serão somente ouvidas, mas sentidas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CEBI-RJ realiza Encontro Ecumênico de Juventude e Bíblia

Aprovado na Assembleia Estadual (RJ) do CEBI, em 2010, será realizado o Encontro Ecumênico de Juventude e Bíblia do CEBI-RJ. A proposta visa aproximar o Centro de Estudos Bíblicos às Juventudes, com o objetivo de, a partir de suas realidades, que eles contribuam com a caminhada do Povo de Deus, por meio de uma Leitura Popular da Bíblia na ótica do jovem.
O encontro será realizado no próximo dia 18 de junho, na Paróquia Católica Romana Santa Teresa em Coelho Neto (RJ). As inscrições vão até 27 de maio e os interessados em colaborar devem participar dos encontros de preparação que acontecerão nos dias 21 de maio, na Paróquia Católica Romana São Jorge, no Bairro Quintino, às 14h; e 28 de maio, na Paróquia Católica Romana Santa Teresa, no Bairro Coelho Neto, também às 14h.
Para facilitar o estudo bíblico, os organizadores do evento, propuseram a realização das seguintes oficinas: Leitura Orante da Bíblia, Bíblia e Meio Ambiente, Bíblia e Cidadania e Leitura Popular da Bíblia. Escolha a sua e participe! Mais informações podem ser obtidas pelo endereço cebirj@cebi.org.br. Ou ainda pelos telefone 9749-9065, com Divino.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

CEBI-AM: Juventudes e Bíblia se encontram em seminário

O encontro se realizou no dia 9 de abril e reuniu 42 jovens e adolescentes , ligados a comundades cristãs (ICAR), ao movimento de Fé e Política.
A ressurreição da filha da Filha de Jairo (Mc 5,21-24.35-43) e a visita de Maria de Magdala ao túmulo na madrugada da ressurreição (JO 20,1-18) foram os textos motivadores do encontro. As políticas públicas para a juventude foram prioridade nas discussões
De acordo com Janeide Lavor, coordenadora do CEBI-AM, o número de participanets não foi maior porque o encontro se realizou num bairro de periferia de Manaus: "jovens da região central da cidade não se sentem tão motivados a estar na perriferia, mas esta tem que ser a opção do CEBI.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ecologia se aprende em casa

Mesmo negando a necessidade de Deus, a sociedade atual não conseguiu se livrar de suas culpas e do peso do pecado. Catástrofes como a do Rio de Janeiro e a do Japão tornaram inevitável o seguinte questionamento: estaria o Deus (que esta mesma sociedade declarou não existir) zangado? É natural esta indagação, uma vez que já nos primeiros capítulos da Bíblia vemos a queda como consequência da desobediência. Por outro lado, principalmente nos Evangelhos, vemos um Pai que acolhe, perdoa, restaura, “esquece” a ingratidão do filho pródigo num abraço... Poderia este Ser, que passou de punitivo a amoroso, voltar a ser vingativo conosco hoje?

Não que o senso comum esteja sempre certo, mas numa coisa ele tem razão: o que move o mundo não são as respostas, mas as perguntas. Mesmo com tantos avanços científicos em nossos dias, temos inúmeras questões existenciais. De onde viemos, para onde vamos, o que devemos fazer no breve intervalo entre uma coisa e outra? O que dizer, então, do povo há quase 3000 anos? Por que o parto, início de uma nova vida, causa tanta dor? E o trabalho, fonte do nosso sustento, por que exige tantos sacrifícios? Os primeiros capítulos de Gênesis procuram responder a essas e outras dúvidas, não demonstrando como surgiram os dilemas, mas o porquê.

Salvo interpretações mais conservadoras, hoje já sabemos que os contos bíblicos não são necessariamente fatos históricos. Como explicar, por exemplo, que em Gn 6,19 entrou um casal de cada espécie na Arca de Noé, enquanto Gn 7,2 conta sete casais de animais puros? Antes da criação, tudo estava tomado pelas águas (Gn 1,1) ou era deserto (Gn 2,4b)? Essas e outras perguntas geram sérios problemas para leituras “ao-pé-da-letra” (fundamentalistas). Por isso, a preocupação atual não é tanto saber o que aconteceu, mas o que Deus quer nos falar e, por outro lado, de que forma as autoras e autores bíblicos entenderam e retransmitiram esta mensagem.

Este novo modo de olhar nos leva a rever algumas “verdades” bíblicas. A primeira delas é a afirmação de que Deus era punidor, tornou-se Pai amoroso e voltou a ser vingativo nos dias atuais. Como pode um Ser, que já é perfeito, evoluir ou mudar? Talvez seja o nosso olhar que mude. Isso explicaria como o Javé dos Exércitos, guerreiro à frente das batalhas dos israelitas, tornou-se o Paizinho Querido de Jesus. Portanto, crer num Deus vingativo, hoje, seria um retrocesso, um descaso com os ensinamentos de Cristo.

Na época em que foi redigido o relato do Pecado Original (Gn 3,1-19), o povo tinha, de fato, uma visão diferente do Sagrado. Por volta do século VIII a.C., sob o reinado de Salomão, acreditava-se que Javé era autor tanto do bem quanto do mal. A ideia de um ou mais espíritos malignos surgiu tempos depois, no período do pós-Exílio babilônico. Para os israelitas, Deus era bom, mas também justo. Logo, as dores de parto e a fadiga do trabalho, vistas como “mal necessário”, só podiam ser consequência de culpa humana. E como os líderes religiosos não nutriam muita simpatia pelas esposas estrangeiras de Salomão (e não eram loucos de criticar abertamente o rei), por que não criar um mito usando a serpente (símbolo dos deuses estrangeiros), que seduz a mulher (esposas), que seduz o marido (Salomão)? A severidade do castigo é, então, justificada pelo pecado grave da idolatria, isto é, da adoração a outros deuses. Ainda hoje, há quem considere justo isso. Mas não é esta a imagem do divino retratada pelos evangelhos.

Vamos encontrar, em Jo 20,1-18, uma recriação do Éden. Durante a madrugada, Madalena vai ver o Mestre sepultado, mas encontra o túmulo vazio. Pedro e o outro discípulo encontram a mesma cena. Porém, enquanto estes voltam para suas casas, a mulher continua a procura. Olhando, então, para o lado oposto ao do sepulcro (qual o lado oposto ao da morte, senão o da vida?), encontra um jardineiro. Se Eva inicia um processo de afastamento e esquecimento de Deus, Maria Madalena faz o caminho inverso. Primeiro ela vê apenas o Zelador do Jardim, como se estivesse olhando para alguém distante. Depois, como se chegasse mais perto, ela re-conhece o Criador (afinal, quem vê Jesus, vê o Pai). A partir dessa experiência com o divino, ela não sente mais medo (já não é mais de madrugada) e sai a recriar o mundo, isto é, vai correndo anunciar: “Eu vi o Cristo”.

Curioso que os Apóstolos não tenham dado crédito a esta mulher. Os homens passaram anos (alguns fazem isso até hoje) acusando as mulheres de serem perigosas, sedutoras, porta de entrada do pecado. Mas conseguiram bravamente resistir à sedução quando estas portavam a Boa Nova. Foi necessário o próprio Cristo ressuscitado aparecer entre eles para que agissem. Sim, porque a verdadeira experiência de Deus nos leva a agir. O discípulo amado acreditou, ao ver o túmulo vazio, mas limitou-se a seguir Pedro. Criticamos o Apóstolo incrédulo, mas somos todas e todos meio “São Tomé”.

Está na moda falar em Ecologia. Pensar a criação é pensar ecologicamente. O ser humano é convidado a contemplar o rosto de Deus em suas criaturas, tendo a responsabilidade de zelar pela saúde do nosso planeta. Ações simples, como não jogar papel de bala no chão, ajudam a preservar o meio ambiente. Reciclar, reaproveitar e reutilizar são as palavras de ordem. É preciso mudar de uma relação de exploração para uma postura de cuidado mesmo com a Mãe-Terra. Infelizmente, muitas medidas são tomadas somente quando a situação já está crítica. Por isso, na maioria das vezes, só resta remediar. Mas, então, o que fazer para mudar esse quadro? Comecemos olhando para os lados. A forma como tratamos as outras pessoas reflete que tipo de relação temos com o restante da natureza.

“Quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê” (1 Jo 4,20). Ora, é impossível amar o Criador e não amar sua Obra. Amar é conhecer. Há quem pense que a natureza se resume a animais, rios e florestas. Homens e mulheres, porém, são o ápice da criação (Gn 1,27). Se os homens, desde há muito tempo, subjugam as mulheres, o que podemos esperar que façam com o planeta? Se os brancos escravizam índios e negros, não é de se estranhar que coloquem animais em gaiolas. Se os adultos menosprezam a capacidade produtiva e intelectual de jovens e idosos, o que podemos esperar que aprendam com os astros? Se as pessoas guerreiam por causa de sua religião, como esperar que respeitem animais, plantas, rios e até mesmo o ar que respiram? Se os ricos assim se fizeram explorando os pobres, por que não veriam a natureza como uma grande oportunidade de negócio? Quando o planeta, doente, reage, ficamos assustadas e assustados, e dizemos que é a “ira divina”. Mas a verdade é que, se queremos um novo Céu e uma nova Terra, devemos começar por novas relações interpessoais, baseadas não mais na exploração, mas no amor.

 
José Luiz Possato Jr

Juventude Negra – Sujeito de Direitos

Os jovens foram escolhidos como tema central do IV Encontro Afro Cristão 2011, que se realizou em São Bernardo do Campo/SP de 1 a 3 de abril: “Juventude Negra – Sujeito de Direitos”. O Encontro, promovido pelo Ministério de Ações Afirmativas Afro-descendentes da Igreja Metodista, e também contou com apoio da Rede Ecumênica de Juventude (REJU), da EST (Escola Superior de Teologia), CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviços), Faculdade de Teologia e prefeitura do município de São Bernardo do Campo.
De acordo com André Guimarães, falante do Rio de Janeiro/RJ que esteve marcando presença “o encontro é fruto da caminhada e do clamor de homens e mulheres de confissão cristã que buscam discutir e resolver os problemas criados pelo racismo em suas igrejas e na sociedade”.
Para cada jovem branco assassinado em 2008, mais de 2 negros morreram nas mesmas circunstâncias, segundo indica o Mapa da Violência 2011 – Os jovens do Brasil, elaborado pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça. E uma recente polêmica na imprensa confirma que a violência não é apenas física, mas também moral: o pastor Marco Feliciano, deputado pelo PSC de São Paulo, faz coro com declarações racistas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e afirma, numa inadmissível ignorância teológica e histórica, que o povo africano é amaldiçoado desde os tempos de Noé.
Ainda para André Guimarães “tal discussão é necessária pois a juventude negra tem sido, ao longo da história, violentamente invisibilizada e assassinada, tanto pelo Estado, como pelas Igrejas”.
O calor do Espírito Santo proporcionou debates riquíssimos durante o encontro, que resultou em uma linda carta intitulada “compromissos negros”. Este documento é destinado a todos e todas que são detentores da sede de justiça e do desejo de temperar esta terra com o sal do Reino de Deus. Segue o documento:

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Compromissos negros


Nós, irmãs e irmãos de distintas confissões religiosas e experiências de luta em defesa da vida e de direitos - reunidas(os) no 4º Encontro Afro-Cristão, realizado entre 1-3 de abril na Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo - fomos provocadas(os) pelas lutas e esperanças do povo negro, a refletir sobre as juventudes negras como sujeitos de direito e assumir os seguintes compromissos de incidência pública:
1. Construir, nas comunidades, possibilidades de diálogos e intervenções a partir dos Direitos Humanos com intuito de fortalecer as ações a serem desenvolvidas em decorrência do ano Internacional da Juventude e o ano Internacional dos afro-descendentes;
2. Oportunizar liturgias a partir das experiências corpóreas, identitárias e culturais das juventudes;
3. Fortalecer a implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08 – a inclusão das temáticas (negra e indígena), nas Escolas Dominicais e de Formação Teológica;
4. Garantir espaços de participação e visibilidade para as juventudes, com equidade de gênero e etnia;
5. Organizar produções teóricas de estudos bíblicos que abordem temáticas a partir das diversidades e superação das intolerâncias;
6. Politização das Comunidades: organização por meio de conferências livres, para enviar o maior número de propostas para a II Conferência Nacional da Juventude (Cada comunidade deverá preparar pequenos fóruns e enviar as proposta aos delegados e delegadas municipais);
7. Fortalecer as campanhas nacionais contra o extermínio das juventudes.

Por fim, ao assumir estes compromissos, nos posicionamos como corpos negros que resistem às desigualdades e injustiças e continuam a afirmar e construir, em esperança, uma casa realmente habitável para todas as pessoas, em diversidade-irmandade.

Axé.


São Bernardo do Campo, 03 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Escola Bíblica para Jovens Flor de Pequi - Cebi Planalto Central

As Escolas Bíblicas são um processo de formação a partir da metodologia de leitura popular libertadora da com a proposta de construir e reconstruir um novo jeito de fazer leitura da Bíblia. A EBJ quer animar as comunidades a partir dos textos sagradas a fazer uma leitura comprometida com sua realidade. É um projeto ecumênico que quer congregar todos e todas que gostariam de estudar a bíblia e rezar a vida numa ótica da juventude. A Escola Bíblica Flor de Pequi nasceu em fevereiro de 2003 com a intenção de atender a região do entorno, por isso, desde então ela tem acontecido na Chácara do CIMI na região do Jardim Ingá – Luziânia (GO).

OBJETIVOS:
- Formar jovens assessores/ as no conhecimento bíblico, para que possam traduzir na vida pessoal e comunitária a experiência dos valores cristãos e o olhar amoroso para com os pobres oprimidos e marginalizados e exercitar uma leitura bíblica na ótica dos jovens com a metodologia da Educação popular crítica.
- Ser um espaço ecumênico de formação da juventude e partilha de experiências e estimular uma vivência forte de celebração da vida;

CRITÉRIO DE PARTICIPAÇÃO
1.      Identificar-se com os valores do respeito mútuo, solidariedade, aceitação da diversidade, cultura da paz, cidadania e meio ambiente.
2.      Ter disponibilidade e comprometer-se em participar de todos os módulos do curso bem como permanecer no local durante a realização do mesmo. Duas faltas serão entendidas como desistência.
3.      Ter de 17 a 35 anos, sendo dialogadas e analisadas as  outras pessoas que queiram fazer o curso fora dessa faixa de idade.

ASSESSORAS/ES
Membros do CEBI, militantes de movimentos sociais, religiosos, religiosas, leigos e leigas, Teológos(as) que se disponibilizam a este trabalho.

TAXA: A taxa de participação e investimento de seu estudo bíblico será de R$ 50,00 por etapa.

DATAS E CONTEÚDOS:
04 e 05 de junho/2011 -  1ºetapa, INTRODUÇÃO AO SEGUNDO TESTAMENTO E LEITURA POPULAR DA BÍBLIA.
06 e 07 de agosto 2011 – 2º etapa JESUS HISTÓRICO.
08 e 09 de outubro 2011 – 3ª etapa, PAULO E CARTAS PAULINHAS.
03 e 04 de dezembro 2011 – 4ª etapa, SINÓTICOS.
Fevereiro/2012 - 5ª  etapa, O EVANGELHO DE  JOÃO E APÓCRIFOS.
abril/ 2012 – 6ª etapa, APOCALIPSE.

INSCRIÇÕES E CONTATOS DA COORDENAÇÃO DA EBJFP:
Fran: 9214 4466/3603-2330 francisca_tertuliano@yahoo.com.br)
Elizete: 91224208 (detinha_freitas@yahoo.com.br)
Jacqueline: 9262 1481 (jaternura@gmail.com)

quinta-feira, 31 de março de 2011

IV Encontro de jovens afro-cristãos começa na próxima sexta-feira (1º)

Começa na próxima sexta-feira (1º) o IV Encontro Afro Cristão, com o tema "Juventude Negra, sujeito de direitos", iniciativa da Igreja Metodista, em parceria com outras entidades civis e religiosas. O encontro segue até domingo (3), na Universidade Metodista de São Paulo, localizada no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo.
Desde que começou em 2008, o encontro, que é anual, tem a proposta de valorizar a autoestima das pessoas negras e, em especial, dos evangélicos negros, já que a questão étnico-racial não tem sido muito discutida dentro das igrejas, segundo explicou Diná da Silva Branchini, coordenadora do encontro. E neste ano, o evento tem um respaldo especial, já que 2011 foi declarado como o Ano Internacional da Juventude e Ano Internacional para Afrodescendentes.
Em parceria com a Rede Ecumênica da Juventude, Diná ressaltou a participação dos jovens durante o evento. "A ideia é dar espaço para os jovens participarem e dizerem o que querem", disse, comentando que o protagonismo juvenil é estimulado por meio das palestras e apresentações de trabalhos acadêmicos.
"Uma inovação é a apresentação de trabalhos acadêmicos, porque muitos pesquisadores negros acabam não continuando seus estudos", comentou. Ela disse que a proposta é apresentar o trabalho para leigos e assim, valorizar a troca de experiência.
Os trabalhos acadêmicos devem abordar o tema do encontro "Juventude Negra, sujeito de direitos" e aprofundar um dos sub-temas: Políticas Públicas para juventude negra, Teologias voltadas para aspectos socio-culturais da juventude negra ou Relações de Gênero, abordando sexualidade, raça, etnia e classe social.
Ao final do evento haverá uma avaliação dos trabalhos apresentados e os selecionados serão publicados na revista Identidade! que pode ser conferida através do site: http://www.est.edu.br/periodicos/index.php/identidade.
A programação prevê ainda a realização de palestras, painéis, momentos de espiritualidade e comemoração. A palestra de abertura do encontro falará sobre o "Panorama das Juventudes negras no Brasil", com a participação do fundados da Faculdade Zumbi dos Palmares. Na parte da tarde do primeiro dia, começam as apresentações dos acadêmicos.
No sábado (2), uma oração abre as atividades do dia. A primeira palestra do dia será "Juventude Negra e a Consquista de Direitos". Em seguida acontece o Painel das Juventudes, e durante a tarde é a vez das Rodas de Diálogo, com debates e propostas sobre Políticas Públicas, Gênero, Teologias.
A última palestra acontece na manhã de domingo (3) com o tema do evento. Para encerrar o encontro será feita uma Carta de 'Compromissos Negros', que deve ser apresentada em outros eventos e conferências de juventude pelo país.
Diná ressaltou que como ministério representando a fé cristã, será interessante vivenciar o ecumenismo, em uma experiência de diversidade de pessoas de diferentes lugares e religião, ou de pessoas sem religião. "Teremos participantes da Amazônia, da região Sul, de São Paulo, do Rio de Janeiro. Vai ser bem interessante experimentar essa diversidade toda", comentou.
Mais informações pelo blog: http://4encontroafrocristao2011.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de março de 2011

Núcleo Betânia celebra seu primeiro aniversário


Ser espaço que acolhe, que ouve, que celebra, que (des)inquieta para a vida é um desafio. E, na opção pelo projeto de Jesus de Nazaré, os assessores do Núcleo Betânia celebraram, junto com amigos e lideranças pastorais, seu aniversário de primeiro ano. Bêtania é lugar de descanso, de refúgio, de oração, de encontro com o Pai. É também a casa da partilha, do pobre, lugar de celebração e de amizade. Betânia é a casa sem paredes, sem janelas, nem quintal e lugar fixo.
Na chegada a esta celebração, cada um recebeu um tijolo, matéria-prima e crua da construção. Como construtores e transformadores desse espaço que é novo, todos foram convidados a colaborar com a memória do Núcleo Betânia, construindo esse espaço a partir da vida de cada um. A Palavra de Deus, encarnada nessa realidade cheia de vida, motivou a todos a ser água viva entre a juventude, caminhando ao lado e sendo presença.
O desejo de construir um projeto maior é o grande motivador do Núcleo. Agradecemos o carinho e atenção de todos os companheiros, também apaixonados pelo trabalho com a gurizada. Para esse ano, o Núcleo prepara lançar o projeto Anunciação - formando jovens na mística e na ação - em parceria com o CEBI. Em breve, maiores informações. Acesse http://www.nucleobetania.blogspot.com/.

sábado, 26 de março de 2011

O mundo do trabalho e trabalho no mundo jovem

"Não trabalhem pelo alimento que estraga, trabalhem pelo alimento que dura para a vida eterna” (Jo 6,27)

            Vivemos num mundo marcado por muitas transformações, uma delas diz respeito ao mundo do trabalho. Estamos acostumados a ouvir nossos pais nos falarem sobre o tempo em que trabalhavam no pesado desde cedo, de suas angustias, de seus sofrimentos, mas principalmente o saudosismo de que aquele determinado trabalho o deu dignidade de vida. Junto a isso temos uma realidade pertinente nos dias de hoje, vemos a remuneração que muitas vezes não é compatível com a atividade realizada e ainda o trabalho considerado desvalorizado dos jovens e das mulheres, estes que não são levados em conta nas discussões e nos acordos salariais.
O mundo do trabalho é um gigantesco leque de oportunidades e opções que cada um vai abrindo diariamente, fazendo opções, buscando aprendizado, gerando renda e até mesmo encontrando-se na sociedade. Dessa forma estamos em constante caminhar por esse mundo, pois, somos seres incompletos, portanto sempre em construção, de vida de caminhos, de modos de sobreviver e obter renda. Isso se reflete diretamente nas opções de estudos que vamos fazendo, são cursos técnicos, cursos profissionalizantes, graduações, pós-graduações, especializações, enfim uma grandiosidade de oportunidades que se apresentam, seja no campo ou na cidade. Essas opções exigem de nós sonhos, utopia, muito empenho, assiduidade e fé, visto que desta forma superando obstáculos, vencendo resistências internas podemos almejar a realização do sonho.
            Existem diversas formas de trabalho. Temos o trabalho escravo, no qual as pessoas são obrigadas a permanecer, muitas vezes, em condições subumanas, realizando atividades insalubres e, o pior, é criando cada vez mais dividas com seu empregador, impossibilitando-se de sair. Existe o trabalho alienado, onde as pessoas realizam suas atividades sem entender o contexto no qual está inserido e nem se percebem enquanto sujeitos na atividade que realizam. Estão tão enraizados no sistema capitalista que não se percebem, apenas trabalham para pagar suas dívidas ou conseguir acumular mais dinheiro.
Temos o trabalho que dignifica a pessoa, aquele em o individuo está satisfeito com o que faz, percebe-se como sujeito e, principalmente, torna-se protagonista da atividade que está realizando. Neste jeito de trabalhar, a pessoa sente-se estimulada a criar, desenvolve suas potencialidades, vê seus direitos respeitados, sente-se capaz de trabalhar bem e conseguir progredir, dando sentido a sua vida.
            Toda essa teia, diretamente interligada, é o que podemos chamar de trabalho no mundo. Existe uma cadeia na qual todos nós, desde o ofice-boy, o camponês, o atendente, o pedreiro, o motorista, o professor, o medico, o empresário, estamos inseridos. Lembro-me de um grito de guerra que diz “se o povo da roça não planta o da cidade não janta”. Isso serve para exemplificar e afirmar que estamos, sim, numa grande cadeia e precisamos nos perceber enquanto tal.
            Se nos consideramos nessa cadeia, não podemos deixar que ocorram desigualdades salariais, de condições de trabalho, de instrução. Enfim, não podemos aceitar que alguns trabalhadores ganhem salários exorbitantes e outros ganhem pouco. Seja em grandes empresas, seja em grupos de economia solidária, seja como autônomos, devemos buscar sempre sermos protagonistas do trabalho que realizamos. Precisamos também estimular e participar de iniciativas de organização trabalhista para construirmos de um jeito democrático novas formas de trabalho e de geração de renda.


Gilberto Oliari
Licenciado em Filosofia – UNOCHAPECÓ, graduando em Ciências da Religião – UNOCHAPECÓ, E-mail gilbertooliari@hotmail.com

terça-feira, 22 de março de 2011

Erika: Juventude, Leitura Popular da Bíblia e Intercâmbio

Jovem colaboradora da Casa da Juventude e do CEBI, Érika Pereira dos Santos, vem se dedicando à Leitura Popular da Bíblia no meio juvenil. Através de contatos do Serviço de Intercâmbio do CEBI com a Igreja Reformada da Escócia, faz uma experiência de 40 dias em Lisboa com foco em Metodologia Bíblica. O projeto tem duração de três anos  e a cada seis meses uma pessoa, de preferência jovem, que fale inglês básico e tenha experiência com a Leitura Popular da Bíblia, poderá participar. O objetivo é compartilhar nossa experiência de Leitura Bíblica com a comunidade de língua inglesa dessa Igreja em Lisboa e ao mesmo tempo oportunizar que jovens brasileiras/os possam melhorar o domínio da língua e fazer contatos ecumênicos.
Érika participou da Escola Bíblica para Jovens em Goiânia e do Seminário Nacional sobre Bíblia e Juventude, realizado em 2010. Em janeiro de 2011, participou do Curso de Capacitação em Metologia de Leitura Popular da Bíblia, oferecido pelo CEBI.

A mística da profecia atual

Na iminência de encontrar uma sociedade justa e fraterna, muitos jovens exaurem suas forças na esperança de ver a transformação ocorrer, mesmo com tantas catástrofes que os rondam a todo instante.
Diante de tantos desafios nesse mundo globalizado, a juventude, contribuinte no processo de transformação da sociedade em que participa, não pode se sentir desprovida dessas possibilidades. São crises econômicas e mudanças de paradigmas. Mudanças racionais e irracionais, tudo ocorre. Sentimentos complexos e atitudes antagônicas com a prática cristã, pois esquecem que o espírito de Deus dinamiza todos os seres vivos. Não podemos ficar parados, pois o Senhor nos condiciona a prática do bem.
“Estou numa grande angústia” (2Sm 24,14). Essas palavras do rei Davi são pertinentes a realidade vivida por cada um de nós necessitados da clemência do Senhor, por causa da usurpação e acúmulo neste reino deixado aos nossos cuidados.  Somos movidos pelo espírito de Deus. A fortaleza do Senhor permanece conosco. Essa certeza precisa clarear todo nosso ser e reacender a mística. E quem sabe reascender-nos para um novo ardor missionário pautando-se nas denúncias daqueles profetas que ligados aos povos excluídos e marginalizados procuravam saciar suas angústias.
Todos são responsáveis por melhorar os espaços em que vivem. Urge no mundo que surjam novos Miquéias, Amós e tantos outros que se angustiaram com a opressão praticada pelos gananciosos exploradores do povo. O socorro sempre vem. Mas não vamos em busca do socorro. Precisamos ser aqueles que socorrem. É necessário agir. Ser protagonista e não uma parasita. É preciso tocar nas feridas e incomodar esses perseguidores astutos.
Tendo atitude profética, não ficaremos apenas em discursos inflamados que somente esquentam o coração. É preciso atingir o âmago, sentir-se corroído de insatisfação, injúria e ser provocado a atuar decididamente na promoção do Reino. Toda essa ansiedade deve fazer parte da vida de quem conhece a proposta salvífica do Senhor, que como nos diz Isaías, nos conhece e nos chama pelo nome mesmo que a gente ainda não o conheça. E Ele, por conhecer nossa pequenez procura sanar os anseios que temos dando-nos a plenitude. Plenitude essa que possibilita ser mensageiro da paz, levando a todos os povos a certeza de um mundo melhor com nossa atitude.
Não nos conformemos com as insanidades impostas pelos grupos privilegiados, sejamos ousados e verdadeiros, indo na contramão da história de quem só deseja oprimir.

Luiz Marles

Natural de Campos Belos/GO, o jovem Luiz é participante da 10ª Escola de Agentes do CEBI – GO (luizmarles@brturbo.com.br)

quarta-feira, 16 de março de 2011

IV Encontro Afro Cristão 2011 - Juventude negra sujeito de direitos

Data: 1 a 3 de abril de 2011
Local: Universidade Metodista de São Paulo
End.: Rua Alfeu Tavares, 149 – R. Ramos - São Bernardo do Campo - SP

O encontro afro cristão é um espaço e tempo de inspiração e comunhão onde se privilegia as boas novas que lançam fora os preconceitos e discriminações que subjugam pessoas, para que o brilho do amor e do conhecimento produza vida plena para todos e todas.
O IV Encontro Afro Cristão acontece num ano especial, declarado pela ONU como ano internacional da juventude - de agosto 2010-2011 – e ano internacional para afrodescendentes-2011.

Juventude negra, sujeito de diretos, é o grande tema deste ano no IV Encontro Afro Cristão
Por meio de conversas, palestras, apresentações de trabalhos acadêmicos momentos de espiritualidade, painel da juventude e momentos de festa vamos construir, juntas e juntos, um tempo de esperança e de compromissos negros de cidadania.
Se você tem algum artigo relacionado ao tema, faça sua inscrição para apresentação de trabalho acadêmico com direito a certificado, ver orientações para apresentação de trabalhos acadêmicos

Inscrições: R$ 15,00
Prazo: até 23 de março

quinta-feira, 10 de março de 2011

Jovens refletem sobre Bíblia e Identidade Anglicana

O segundo dia do encontro de liderança da Juventude da Área Provincial III foi de imersão na Bíblia e na nossa Identidade como Anglicanos e Anglicanas.
A Revda Lúcia Dal Pont Sirtoli, que também é assessora do CEBI e integra a coordenação do CEBI-TO, apresentou um panorama de toda a caminhada do povo de Deus contida no Antigo Testamento, culminando com a chegada do Cristo ao mundo e o estabelecimento de seu projeto de transformação das estruturas que sustentam a opressão e marginalização das pessoas. Houve um trabalho em subgrupos, no qual foram trabalhados temas voltados para a reflexão e compreensão das diferentes formas de serviço e seguimento de Jesus Cristo que se colocam para os nossos jovens, assim como os desafios e as dificuldades que precisam ser superadas. Os resultados das discussões em grupo foram partilhadas de forma criativa pelos participantes.

À tarde, Dom Maurício fez uma apresentação da formação histórica da Igreja Anglicana, desde a Igreja Celta até a estrutura da Comunhão Anglicana e da IEAB a partir de seus desafios missionários.
O dia se encerrou com uma sessão do Cine-UJAB. O filme apresentado foi “Um Sonho de Liberdade”, que conta a história de Andy, condenado injustamente à prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa, e de Red, companheiro de prisão. Após a apresentação do filme, os jovens debateram questões tais como: a função do sistema carcerário, a questão da necessidade de manter sempre intacta a esperança na justiça e manter o desejo de realizar os seus sonhos. Falou-se também do papel do cristão na sociedade, na necessidade de, acima de tudo, independente de sua religião, agir de maneira justa e sincera.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Federação Luterana Mundial convida jovens para intercâmbio virtual

A Federação Luterana Mundial (FLM) vai escolher três grupos de jovens em diferentes continentes, de suas 145 igrejas membros em 79 países, para o desenvolvimento do programa “A terra precisa de você”. O programa terá início em 1 de maio e se estenderá até 31 de outubro.
A Pré-Assembléia Mundial de Jovens, reunida em Dresden na metade do ano passado, definiu os temas justiça ambiental e sustentabilidade como prioritários no trabalho dos luteranos. O organismo internacional desenvolveu, a partir de então, o programa “Juntos com a FLM”, que pretende auxiliar jovens na análise de situações concretas, em contextos locais, sobre os temas elencados.
Os três grupos de jovens vão estudar o mesmo texto bíblico e partilhar pontos de vista no blog da FLM. Os jovens organizarão atividades em pequenas escalas na sua área de atuação e dividirão as experiências com colegas de outros continentes, através de correio eletrônico, meio definido para esse intercâmbio.
Material em diferentes idiomas será distribuído como apoio ao trabalho dos grupos locais. As inscrições podem ser realizadas até o dia 1 de abril, no sitio http://lwfyouth.org/
Fonte: ALC

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Juventude terá curso de Bíblia on line

Mantendo-se fiel ao propósito de diminuir distâncias (sociais, políticas, econômicas, históricas, geográficas etc.) e cumprir sua principal vocação, que é indignar-se para mudar a sociedade, o CEBI decide investir em cursos virtuais.
 
A juventude terá à sua disposição, a partir de setembro, o CEBI Virtual, um curso de formação bíblica totalmente on line.
 
 A proposta vem sendo amadurecida há quase três anos, como resposta aos anseios apontados em uma lista de e-mails da PJ-ICAR (Pastoral da Juventude Católico-romana), de se fazer uma Leitura Popular da Bíblia mais atenta aos desafios e perspectivas juvenis. Em conversa informal com membros do Conselho Nacional do CEBI, a idéia teve boa repercussão.
 
Alguns requisitos deveriam ser contemplados para a apresentação da proposta:  que o curso fosse ecumênico; e que a equipe de organização fosse formada respeitando, da maneira mais ampla possível, as dimensões étnica, geográfica, ecumênica e de gênero. Chegou-se a um pré-projeto apresentado na reunião do Conselho de novembro de 2010. A organização do primeiro curso nessa nova modalidade, está sob a responsabilidade de uma equipe, formada por Vanildes Santos, José Ivaldo Lucena, Alberto Katsuta, Anderson Deizepe e Paulo Ueti,. Coordenada por José Luiz Possato Jr, a equipe reuniu-se em Brasília/DF, de 11 a 13 de fevereiro de 2011.
 
Para o projeto definitivo, discussões sobre metodologia e conteúdo receberam atenção especial e ocuparam a maior parte do tempo. É necessário a utilização apropriada de recursos áudios-visuais, textos curtos e dinâmicos, preocupação com a estética, interação por meio de fóruns. O ambiente virtual possui linguagem própria. Por isso, chegou-se à conclusão de que a mera reprodução do material do CBC (Curso de Bíblia por Correspondência) não atenderia as expectativas de um curso online. Então, além de utilizar o tradicional método histórico-crítico, que parte dos textos (estáticos) para a vida, propõe-se organizar o estudo por temas, partindo da realidade (que é dinâmica) para a Bíblia.
 
Dados importantes: 1) Os meios virtuais nos proporcionam superar distâncias geográficas, políticas, sociais, econômicas etc.; 2) Telecentros, escolas, bibliotecas públicas, lan houses de periferia e vários outros espaços oferecem acesso gratuito ou de baixo custo; 3) As/os internautas têm desenvolvido relacionamentos virtuais sólidos e duradouros, ao contrário do que costumam defender as pessoas resistentes a este canal de comunicação. Além disso, os grupos formados por esta modalidade podem até não formar comunidades em sentido geográfico, mas certamente seus participantes se sentirão motivados a - e terão condições para - promover a leitura popular em suas bases.
 
Já se comprovou que há demanda tanto para cursos presenciais quanto virtuais. Não há concorrência entre essas modalidades porque o público de ambas é diferenciado. O CEBI só terá a ganhar se, mesmo andando por caminhos diferentes, seus grupos se derem as mãos e conduzirem as pessoas à leitura libertadora e transformadora da realidade sofrida do nosso povo.
 
O CEBI Virtual, depois de aprovado pelo Conselho Nacional do CEBI e formatado definitivamente, estará em funcionamento a partir de setembro deste ano. O curso terá um preço bem acessível, graças à digitalização de todo o conteúdo e a parcerias comprometidas com a leitura popular. Em breve, mais notícias. Fiquem atentas/os!!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

11ª Escola Bíblica do Distrito Federal


O Centro de Estudos Bíblicos do Planalto promove a 11ª Escola Bíblica do Distrito Federal. O curso acontece em 8 etapas e dispõe de 50 vagas. Aqueles(as) que ainda não tiveram a oportunidade de participar aproveitem para inscrever-se e organizar para participarem desta belíssima experiência de leitura e estudo da Palavra de Deus escrita.
Esperamos que, a exemplo dos anos anteriores, a Escola Bíblica seja uma oportunidade de partilha, vivência de uma mística libertadora, aprofundamento nos estudos, assim como de amadurecimento da fé de todos(as) os(as) participantes.
Para inscrição por e-mail, por favor preecha os dados em um documento no Word e envie como anexo.
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CAMPANHA NACIONAL CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

1. A campanha
A Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa, a partir de 21 de janeiro - Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa - junto com o Combate ao Extermínio da Juventude, são ações propostas pela REJU para este 2011, em todas as regiões do Brasil.
As REJUs, nas cinco regiões, pretendem desenvolver reflexões, parcerias e ações com as juventudes, denunciando as intolerâncias e propondo práticas, não só de tolerância, mas de convivência ecumênica.
2. Apresentação
O versículo que nos inspira nesta Campanha Nacional pertence ao evangelho de João, um texto escrito para uma comunidade asiática muito dividida, com muitas brigas, buscando criar caminhos de unidade. Eram comunidades lideradas, também, e preferencialmente por mulheres. Brigavam entre si os(as) seguidores(as) de João Batista, os gnósticos, os judaizantes, para falar apenas de alguns grupos. A seqüência do texto: "ouvimos a sua voz, mas não sabemos de onde vem, nem para onde vai "; é parte da mensagem de Jesus. Tem um sentido claramente missionário, pois estamos todos(as) a serviço do Espírito, deste vento que sopra e tem um nome: Liberdade! O trecho é parte do texto que tem a controvérsia de como podemos nascer de novo, como podemos nascer do Espírito.
Toda experiência religiosa é sempre um nascimento novo, um renascer. No Candomblé há essa fé muito arraigada da comunidade com a ancestralidade, onde se entende que somos todos(as) um. É a união do Orum com a terra. Todos(as) estamos ligados(as) e os orixás nos fazem viver essa força, o axé. O axé tem essa dimensão de vir de não se sabe onde e seguir para qualquer lugar, é o vento que sopra, é a força do Espírito. É interessante que na doutrina judaica não há, propriamente, uma teologia do Espírito Santo, porque o monotéismo judaico não distinguiu as três pessoas da divindade, como o fez o Cristianismo. Porém, o judaísmo fala da Ruah, o sopro de Deus. A imagem do sopro, da brisa, está no livro dos Reis, na história de Elias, por exemplo, que ouve trovões, barulhos fortes e depois ouve a brisa, e na brisa é que Deus se revela. A brisa, o vento que sopra, Deus que se mostra para cada uma e cada um de nós, como essa força unificadora, que nos faz buscar sermos aquelas e aqueles que buscam fazer a terra ser habitável para todas e todos, na força do Espírito, com o axé, na busca da Maíra de tudo (a Terra sem Males, dos Guarani).
Jorge Atílio Iuanelli, da Equipe Interdisciplinar da REJU
3. Agenda
21/01 (sexta) – Celebração Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa na Chácara Shalom, em Teutônia, RS, com os jovens e as suas famílias reunindo mais de 50 pessoas, no acampamento de verão do CLJ -Curso de Liderança Juvenil – ICAR. Nos dias que seguem serão propostos momentos de integração, e desafios para 2011.
Juntos(as), reveremos valores e revigorados(as) pela alegria da partilha e convivência, somado a campanha da REJU, nos colocaremos como protagonistas de uma atuação missionária, pois, aceitar e respeitar o outro(a), são valores e posturas centrais de nosso dever cristão, que só se torna real quando realmente é executado de forma consciente
Responsável: Duda, REJU Sul.
23/01 (domingo), 11 horas - Celebração Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Na Paróquia Anglicana da Santíssima Trindade, Praça Olavo Bilac, nº 63. Campos Elíseos, São Paulo, SP.
Tel/Fax: 11- 36678161.
Próximo a Estação Metrô Marechal.
Responsável: Daniel Souza, REJU SP.
29/01 ou 29/02 – Preparação e divulgação da campanha em PE, PB e RN
Responsável: Íris Charlene, REJU NE.