quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Juventude terá curso de Bíblia on line

Mantendo-se fiel ao propósito de diminuir distâncias (sociais, políticas, econômicas, históricas, geográficas etc.) e cumprir sua principal vocação, que é indignar-se para mudar a sociedade, o CEBI decide investir em cursos virtuais.
 
A juventude terá à sua disposição, a partir de setembro, o CEBI Virtual, um curso de formação bíblica totalmente on line.
 
 A proposta vem sendo amadurecida há quase três anos, como resposta aos anseios apontados em uma lista de e-mails da PJ-ICAR (Pastoral da Juventude Católico-romana), de se fazer uma Leitura Popular da Bíblia mais atenta aos desafios e perspectivas juvenis. Em conversa informal com membros do Conselho Nacional do CEBI, a idéia teve boa repercussão.
 
Alguns requisitos deveriam ser contemplados para a apresentação da proposta:  que o curso fosse ecumênico; e que a equipe de organização fosse formada respeitando, da maneira mais ampla possível, as dimensões étnica, geográfica, ecumênica e de gênero. Chegou-se a um pré-projeto apresentado na reunião do Conselho de novembro de 2010. A organização do primeiro curso nessa nova modalidade, está sob a responsabilidade de uma equipe, formada por Vanildes Santos, José Ivaldo Lucena, Alberto Katsuta, Anderson Deizepe e Paulo Ueti,. Coordenada por José Luiz Possato Jr, a equipe reuniu-se em Brasília/DF, de 11 a 13 de fevereiro de 2011.
 
Para o projeto definitivo, discussões sobre metodologia e conteúdo receberam atenção especial e ocuparam a maior parte do tempo. É necessário a utilização apropriada de recursos áudios-visuais, textos curtos e dinâmicos, preocupação com a estética, interação por meio de fóruns. O ambiente virtual possui linguagem própria. Por isso, chegou-se à conclusão de que a mera reprodução do material do CBC (Curso de Bíblia por Correspondência) não atenderia as expectativas de um curso online. Então, além de utilizar o tradicional método histórico-crítico, que parte dos textos (estáticos) para a vida, propõe-se organizar o estudo por temas, partindo da realidade (que é dinâmica) para a Bíblia.
 
Dados importantes: 1) Os meios virtuais nos proporcionam superar distâncias geográficas, políticas, sociais, econômicas etc.; 2) Telecentros, escolas, bibliotecas públicas, lan houses de periferia e vários outros espaços oferecem acesso gratuito ou de baixo custo; 3) As/os internautas têm desenvolvido relacionamentos virtuais sólidos e duradouros, ao contrário do que costumam defender as pessoas resistentes a este canal de comunicação. Além disso, os grupos formados por esta modalidade podem até não formar comunidades em sentido geográfico, mas certamente seus participantes se sentirão motivados a - e terão condições para - promover a leitura popular em suas bases.
 
Já se comprovou que há demanda tanto para cursos presenciais quanto virtuais. Não há concorrência entre essas modalidades porque o público de ambas é diferenciado. O CEBI só terá a ganhar se, mesmo andando por caminhos diferentes, seus grupos se derem as mãos e conduzirem as pessoas à leitura libertadora e transformadora da realidade sofrida do nosso povo.
 
O CEBI Virtual, depois de aprovado pelo Conselho Nacional do CEBI e formatado definitivamente, estará em funcionamento a partir de setembro deste ano. O curso terá um preço bem acessível, graças à digitalização de todo o conteúdo e a parcerias comprometidas com a leitura popular. Em breve, mais notícias. Fiquem atentas/os!!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

11ª Escola Bíblica do Distrito Federal


O Centro de Estudos Bíblicos do Planalto promove a 11ª Escola Bíblica do Distrito Federal. O curso acontece em 8 etapas e dispõe de 50 vagas. Aqueles(as) que ainda não tiveram a oportunidade de participar aproveitem para inscrever-se e organizar para participarem desta belíssima experiência de leitura e estudo da Palavra de Deus escrita.
Esperamos que, a exemplo dos anos anteriores, a Escola Bíblica seja uma oportunidade de partilha, vivência de uma mística libertadora, aprofundamento nos estudos, assim como de amadurecimento da fé de todos(as) os(as) participantes.
Para inscrição por e-mail, por favor preecha os dados em um documento no Word e envie como anexo.
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CAMPANHA NACIONAL CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

1. A campanha
A Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa, a partir de 21 de janeiro - Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa - junto com o Combate ao Extermínio da Juventude, são ações propostas pela REJU para este 2011, em todas as regiões do Brasil.
As REJUs, nas cinco regiões, pretendem desenvolver reflexões, parcerias e ações com as juventudes, denunciando as intolerâncias e propondo práticas, não só de tolerância, mas de convivência ecumênica.
2. Apresentação
O versículo que nos inspira nesta Campanha Nacional pertence ao evangelho de João, um texto escrito para uma comunidade asiática muito dividida, com muitas brigas, buscando criar caminhos de unidade. Eram comunidades lideradas, também, e preferencialmente por mulheres. Brigavam entre si os(as) seguidores(as) de João Batista, os gnósticos, os judaizantes, para falar apenas de alguns grupos. A seqüência do texto: "ouvimos a sua voz, mas não sabemos de onde vem, nem para onde vai "; é parte da mensagem de Jesus. Tem um sentido claramente missionário, pois estamos todos(as) a serviço do Espírito, deste vento que sopra e tem um nome: Liberdade! O trecho é parte do texto que tem a controvérsia de como podemos nascer de novo, como podemos nascer do Espírito.
Toda experiência religiosa é sempre um nascimento novo, um renascer. No Candomblé há essa fé muito arraigada da comunidade com a ancestralidade, onde se entende que somos todos(as) um. É a união do Orum com a terra. Todos(as) estamos ligados(as) e os orixás nos fazem viver essa força, o axé. O axé tem essa dimensão de vir de não se sabe onde e seguir para qualquer lugar, é o vento que sopra, é a força do Espírito. É interessante que na doutrina judaica não há, propriamente, uma teologia do Espírito Santo, porque o monotéismo judaico não distinguiu as três pessoas da divindade, como o fez o Cristianismo. Porém, o judaísmo fala da Ruah, o sopro de Deus. A imagem do sopro, da brisa, está no livro dos Reis, na história de Elias, por exemplo, que ouve trovões, barulhos fortes e depois ouve a brisa, e na brisa é que Deus se revela. A brisa, o vento que sopra, Deus que se mostra para cada uma e cada um de nós, como essa força unificadora, que nos faz buscar sermos aquelas e aqueles que buscam fazer a terra ser habitável para todas e todos, na força do Espírito, com o axé, na busca da Maíra de tudo (a Terra sem Males, dos Guarani).
Jorge Atílio Iuanelli, da Equipe Interdisciplinar da REJU
3. Agenda
21/01 (sexta) – Celebração Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa na Chácara Shalom, em Teutônia, RS, com os jovens e as suas famílias reunindo mais de 50 pessoas, no acampamento de verão do CLJ -Curso de Liderança Juvenil – ICAR. Nos dias que seguem serão propostos momentos de integração, e desafios para 2011.
Juntos(as), reveremos valores e revigorados(as) pela alegria da partilha e convivência, somado a campanha da REJU, nos colocaremos como protagonistas de uma atuação missionária, pois, aceitar e respeitar o outro(a), são valores e posturas centrais de nosso dever cristão, que só se torna real quando realmente é executado de forma consciente
Responsável: Duda, REJU Sul.
23/01 (domingo), 11 horas - Celebração Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Na Paróquia Anglicana da Santíssima Trindade, Praça Olavo Bilac, nº 63. Campos Elíseos, São Paulo, SP.
Tel/Fax: 11- 36678161.
Próximo a Estação Metrô Marechal.
Responsável: Daniel Souza, REJU SP.
29/01 ou 29/02 – Preparação e divulgação da campanha em PE, PB e RN
Responsável: Íris Charlene, REJU NE.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A ressurreição da criação

Ao olhar para o evangelho de João (cf. Jo 20, 1-18) podemos desvelar uma releitura da criação narrada no primeiro capitulo de Gênesis e uma continuidade do livro Cântico dos Cânticos. É uma recriação, ou seja, uma oportunidade de dar nova vida ao paraíso já tão desgastado e desesperançoso.

Estamos a cada dia diante desta oportunidade: de ir em busca do amado (Jesus ressuscitado). O fazemos geralmente em momentos de angústia, em períodos de nuvens tempestuosas, períodos de trevas. Nos encontramos do lado de fora do “sepuJoro” chorando por ter perdido as esperanças, os sonhos, a utopia.

Neste caminho de busca, em que saímos das “muralhas” da alienação, deixamos o nosso rebanho (cf. Ex. 3,1) e nosso individualismo, passamos do sonho à luta, ao encontro do(s) amado(s). Como sarça ardente (cf. Ex. 3,2) ou como amor que nos queima feito xeol (cf. Ct. 8,6), essa paixão nos move na busca por “aquele que se destaca entre dez mil” (cf. Ct. 5,10).

Nos deparamos pelo caminho com sentinelas (cf. Ct. 5,7) ou com aqueles que duvidam (cf. Jo 20,2-3) deste amor e que nos querem desanimar, tentam a todo custo nos fazer parar. O amor, entretanto, nos move a persistir na luta pela busca do nosso jardim.

Se no caminho encontramos muitas pessoas, o encontro com o amado, porém, é algo singular, pessoal, intransferível... tem um quê de mistério, que não pode ser explicado, apenas vivenciado. De tão singular, parece inverossímil e nos custa acreditar. As imagens se confundem e, em meio ao jardim, pensamos que é o jardineiro (cf. Jo. 20,15b). Os nossos ouvidos, no entanto, não se enganam e ao ouvir a pronúncia do nosso nome feito uma genealogia, temos a certeza de que o acólito que ali está nos conhece bem, tão bem a ponto de ter a certeza de que somos capazes de acreditar que está vivo.

E como “tornar um amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém” (Nando Reis), temos o desejo de sair correndo e gritar pra todo mundo que finalmente encontramos nosso amado no jardim, que ele está vivo. Dizer que ele é o “pastor das açucenas” (cf. Ct.6,3), que somos convidados a deixar os “mantos de linho ao chão” (cf. Jo 20, 7b) e ser flor neste jardim... ressuscitando a criação.E como “tornar um amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém” (Nando Reis), temos o desejo de sair correndo e gritar pra todo mundo que finalmente encontramos nosso amado no jardim, que ele está vivo. Dizer que ele é o “pastor das açucenas” (cf. Ct.6,3), que somos convidados a deixar os “mantos de linho ao chão” (cf. Jo 20, 7b) e ser flor neste jardim... ressuscitando a criação.
Luiz Fernando Rodrigues
Cursist
a do CAJO 21, educador,Administrador, dirigente da APP Sindicato Maringá, integrante da equipe de assessoria da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maringá-PR

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mais um Seminário Juventudes e Bíblia no RS


Nos dias 27 e 28 de novembro, aconteceu o segundo seminário gaúcho de Bíblia e Juventudes. Numa parceria bem mais modesta que a do Seminário Nacional (somente o CEBI e a Trilha Cidadã), não por falta de convite a outras entidades (REJU, IPJ, CECA, Núcleo Betânia etc.), trabalhamos com o modesto, porém animado, público de 8 jovens.
O tema de estudo foi a literatura apocalíptica, principalmente os capítulos 12 e 13 do livro do Apocalipse. Normalmente este livro recebe interpretações fatalistas, levando-nos a pensar que se trata de um relato do fim dos tempos. Em nosso estudo, procuramos compreender a realidade dos cristãos do primeiro século. Dentro do contexto de perseguição aos que assumiam esse novo modo de vida, o livro era um convite à esperança frente às tormentas pelas quais as comunidades passavam. Até certo ponto, podemos dizer que sua proposta literária foi um modo que a profecia encontrou para permanecer viva, sem ser descoberta pelos poderes opressores.
O interessante é que a linguagem apocalíptica permanece atual. Vimos isso através de duas músicas: “Pra Não Dizer que Não Falei de Flores” (Geraldo Vandré) e “Geni eo Zepelim” (Chico Buarque de Holanda). A primeira tem uma linguagem direta, objetiva (similar às profecias), enquanto a segunda usa símbolos, códigos compreendidos somente por uma parcela da população (como acontecia com a literatura apocalíptica). Ambas buscam exprimir o desejo de mudança, diante de uma realidade opressiva, mas esta última é velada, dada a crueldade e violência com que os dominadores buscam reprimir qualquer manifestação de resistência.
Apesar da dificuldade de adesões ao seminário, e da carência de vivências e práticas ecumênicas (desta vez, somente jovens católicos romanos estavam presentes), tiramos alguns indicativos muito importantes para o trabalho em 2011. As/os jovens participantes do encontro ficaram responsáveis por iniciar grupos ecumênicos de estudo bíblico em suas bases. Paralelo a isso, montamos uma lista virtual, com o intuito de animar umas aos outros nesta jornada, além de ser um espaço de aprofundamento bíblico, na perspectiva juvenil, servindo de fórum, inclusive, para preparação dos próximos seminários.
Por fim, a quem interessar possa, teremos um novo seminário nos dias 16 e 17 de julho de 2011, também em São Leopoldo/RS. Tema ainda a definir. Interessadas/os, entrem em contato conosco pelo e-mail < possatojr@gmail.com >.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Juventude se junta ao CEBI em Pindamonhangaba/SP

Nos últimos cinco anos, uma vez por semana o grupo do CEBI de Pindamonhangaba se reúne para estudar a Bíblia em busca de um mundo melhor. E cada dois meses, a turma se junta para um aprofundamento maior. A líder do gruo é Ayda, “jovem” de 80 anos de idade. Sempre dinâmica e entusiasmada.
Um de seus sonhos? Despertar na juventude o interesse pela Leitura Popular da Bíblia. “A juventude não pode ter acesso apenas à leitura fundamentalista”, diz ela, “precisa descobrir no novo, mas fazendo o seu próprio caminho.Nos últimos encontros, a juventude vem dando o seu tom! Alegre, dinâmica, ajuda nas discussões, nos momentos celebrativos, nas encenações e nos estudos de grupos.
Parabéns Miguel, Carol, Lucas, Júlia e Suely. Mostrem o seu rosto!